Todo trabalho histórico decompõe o tempo passado, faz escolhas em meio as suas realidades cronológicas, de acordo com preferências e exclusividades mais ou menos conscientes.
A história tradicional , atenta ao tempo breve , ao indivíduo ao acontecimento , habituou-se há muito a seu relato precipitado , dramático, de curto fôlego.
A nova história econômica e social traz para o primeiro plano de sua pesquisa a oscilação cíclica e aposta em sua duração [...].assim , há hoje, ao lado do relato ( ou " recitativo tradicional") um recitativo de conjuntura que questiona o passado por amplas faixas temporais: dezenas, vintenas ou cinquentenas de anos.
Muito além desse segundo recitativo , situa-se uma história de fôlego ainda mais longo , essa, de amplidão secular: história de longa e até mesmo de muito longa duração [...] é de uma outra , de um polo ao outro do tempo, do instantâneo à longa duração que vai se situar nossa discussão;
BRAUDEL, Fernand. História e ciências sociais: a longa duração. 2011 p.90. v.1
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